A “Rumo à Katowice” é uma série de análises de todas as equipes que jogarão o IEM Katowice Major 2019. Será divulgado um time por dia, durante 24 dias, até o início das competições na Polônia.

HellRaisers

A sexta análise é sobre a organização ucraniana HellRaisers, que atualmente possui um time internacional com jogadores de diversas partes do mundo.

  • Kirill “ANGE1” Karasiow
  • Bence “DeadFox” Böröcz
  • Özgür “woxic” Eker
  • Issa “ISSAA” Murad
  • Abay “Hobbit” Khasenov
  • Amiran “ami” Rekhviashvili (coach)

A equipe efetuou somente uma troca desde o último Major. O ucraniano bondik deu lugar a Hobbit, em negociação com a Gambit. O novo contratado foi campeão do PGL Krakow 2017 com os antigos companheiros de time.

No último Major em Londres, a HR teve ótima atuação. Após vir do Minor europeu, a equipe jogou o primeiro estágio do torneio e se classificou para a segunda fase após três vitórias e apenas uma derrota.

Na fase de qualificação para os playoffs, o elenco surpreendeu ao eliminar a Fnatic na partida de decisão, terminando com três vitórias e duas derrotas, o que os levou às quartas de final do FACEIT Major.

Na fase eliminatória, enfrentaram uma das favoritas, a Team Liquid. Conseguiram levar um mapa, porém foi só. A TL foi superior, como de esperado, e se classificou para a semifinal. E assim foi a jornada da HellRaisers em Londres.

E em 2018, como foi a atuação coletiva da equipe em LAN?

  • Inferno: 26 partidas – 14 vitórias (53.8% de aproveitamento)
  • Mirage: 22 partidas – 11 vitórias (50% de aproveitamento)
  • Overpass: 22 partidas – 13 vitórias (59.1% de aproveitamento)
  • Dust2: 17 partidas – 9 vitórias (52.9% de aproveitamento)
  • Train: 15 partidas – 6 vitórias (40.0% de aproveitamento)
  • Cache: 12 partidas – 7 vitórias (58.3% de aproveitamento)
  • Nuke: 1 partida – 0 vitórias (0.00% de aproveitamento)

O map pool da HellRaisers é consideravelmente bom para uma equipe que ocupa atualmente a 16ª posição do ranking de equipes da HLTV. O melhor mapa em questão de aproveitamento é Overpass, onde os adversários costumam impedir a HR de jogar, pois sabem que são muito bons nele.

O cazaque Hobbit, vindo da Gambit, deu uma cara nova ao elenco, com mais consistência em rounds cruciais, pois é um jogador muito bom em situações de desvantagem (clutches). Mas a habilidade e talento da equipe não fica apenas em Hobbit. A HR tem exímios jogadores de Counter-Strike.

Veja suas estatísticas em LANs durante 2018:

  • woxic: 1.23 de Rating 2.0 e 81.0 de ADR
  • ISSAA: 1.14 de Rating 2.0 e 77.6 de ADR
  • Hobbit: 1.04 de Rating 2.0 e 76.3 de ADR
  • ANGE1: 0.98 de Rating 2.0 e 75.5 de ADR
  • DeadFox: 0.91 de Rating 2.0 e 63.3 de ADR

Reparem nos números de woxic. Tais estatísticas seriam capazes de colocar o AWPer da HellRaisers no mínimo no top 10 de 2018. O jogador só não está lá pela baixa relevância que a HR teve no ano, pelo reduzido número de mapas em LAN jogados e por sua equipe não ter conquistado nenhum título de relevância. O maior resultado do ano foi justamente o 5/8º lugar do FACEIT Major.

No time, também tem o jordaniano ISSAA. O atleta vem de uma região em que a cena de Counter-Strike é muito reduzida, porém se destacou muito nas streams e “pugs”, até ser convidado pela HR para atuar em contrato de teste. O desempenho no período foi muito satisfatório e acabou sendo contratado em definitivo.

Apesar de números baixos, o IGL ANGE1 é muito experiente e muito inteligente. É velho conhecido do cenário de CS, sendo profissional desde os primórdios do Counter-Strike 1.6. Inclusive, já foi cotado para assumir a faixa de capitão da Natus Vincere, quando Zeus estava na Gambit, mas a negociação não se concretizou.

Será que ANGE1 conseguirá guiar ISSAA e woxic para uma boa colocação na Polônia? Deixe sua opinião sobre a HellRaisers nos comentários abaixo.

Leia as análises anteriores: Astralis – Natus Vincere – Team Liquid  – MIBR – compLexity Gaming

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