A apenas um dia do início da fase de grupos do Campeonato Mundial de League of Legends, John Needham, Global Head de League of Legends, emitiu um comunicado sobre os recentes protestos que estão sendo realizados em Hong Kong. A mensagem foi divulgada nas redes sociais oficiais de League of Legends nesta sexta-feira (11).

O pronunciamento aconteceu na mesma semana que a Blizzard baniu um jogador de Hearthstone que se posicionou sobre o assunto, além da Epic Games também emitir um comunicado sobre o apoio de jogadores de Fortnite ao caso.

O aviso

De maneira clara e direta, o Global Head afirmou que não quer nenhuma manifestação relacionada a Hong Kong durante a transmissão. O aviso é válido tanto para jogadores, quanto para quem for transmitir o Mundial de League of Legends. De acordo com ele, um dos principais motivos é em função dos “fãs de diversos países e culturas”.

“Nossa decisão também reflete nos funcionários e fãs da Riot na região onde houve (ou existe risco de) distúrbios políticos e/ou sociais, incluindo locais como Hong Kong. Acreditamos que a responsabilidade de fazer o possível para garantir que as declarações não aumentem situações potencialmente sensíveis”, afirmou.

Contudo, outro ponto delicado sobre os protestos acontece em função da Riot Games pertencer à Tencent, gigante chinesa que ocupa o posto de 8ª maior empresa do mundo. Além de League of Legends, ela também tem poder sobre títulos como Fortnite e PUBG. Assim, carrega a responsabilidade de tentar manter a imparcialidade em relação ao assunto.

Protestos em Hong Kong

Os protestos na China tiveram início em junho deste ano. Inicialmente, a população de Hong Kong realizou os protestos em função de um projeto de lei do governo. Contudo, se estendeu para o pedido de demissão do chefe do poder executivo da região administrativa da China.

O projeto em questão autorizava a justiça da cidade a deportar cidadãos condenados em países com o qual Hong Kong não possui acordo de extradição. Entretanto, parte da população viu a decisão como uma tentativa do governo de realizar a detenção de dissidentes políticos.

De qualquer forma, mesmo depois da desistência do projeto os manifestantes continuaram na rua. No dia 16 de setembro foi quando houve o maior número de pessoas nas ruas. Estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas, cerca de 27% da população do território, foram protestar contra o governo.

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